Sites Grátis no Comunidades.net Wordpress, Prestashop, Joomla e Drupal Grátis






Total de visitas: 3080

Reféns de um falso jornalismo!

Reféns de um falso jornalismo!

Por Joyciane Xavier

 

É tão estranho! Estranho porque na faculdade ouvimos a verdade sobre o jornalismo. Vemos lá o quanto é minucioso a arte de informar. Nada simples! Alguns ficam anos em um banco de faculdade; buscando cada vez mais o aperfeiçoamento nessa prática. E essa prática fascina os acadêmicos. Aquela questão de O Quarto Poder,e tantas outras coisas que ouvimos os leva até o fim. Por mais que seja exaustivo todos os que cursam jornalismo sonham concluir o curso. Isso para que sejam respeitados como todo profissional. Em filmes hollywoodianos, telenovelas por exemplo, jornalistas são sempre interpretados do modo correto. Formadores de opinião, decisivos, destemidos, etc. Isso deixa uma imagem positiva e real do profissional diante da sociedade.

No Brasil, no século XXI, o jornalismo está cada vez mais sem crédito. Por autoridades supremas são comparados a cozinheiros. Sem querer discriminar profissão alguma, cada profissão é uma. Para cozinhar bem não é necessário passar quatro anos em uma faculdade, aprendendo teoria, teoria e mais teoria. Lembrando que essa, sempre disse que jornalista era jornalista e pronto. Mas sorrateiramente e como em um passe de mágica, jornalistas e sociedade em geral se vê refém de um jornalismo emporcalhado, que foge completamente do seu conceito e que de um modo ou de outro os torna cúmplices.

Esses programas, por muito chamados de jornal, tem monopolizado algumas cidades do interior do Tocantins. É jornalista quem pode mais! Pelo menos é o que parece. Quer prova? Sintonize a televisão entre os horários de 12:00 às 14:00 aproximadamente. Publicidade, música, piada, palavrões, ofensas, apresentadores que não sabem o que é noticiar, políticos chamados de patrão, notícias repetitivas; exposição de cadáveres como se fossem troféis. O último é o mais mostrado e aplaudido pela sociedade. E os jornalistas, aqueles que passaram meses após meses sobre livros, a fim de que tivesse um dia um TCC para somar em algo junto à sociedade, nada fazem. Se calam, diante de tais absurdos.

Mas aí alguns jornalistas, veteranos na profissão dizem: isso não é jornalismo, fulano de tal não é jornalista, nunca sequer colocou os pés dentro de uma faculdade. Falam mas não agem, como já dito se tornam cúmplices desses. Servem inclusive de fonte para empresas de comunicação. Trabalham juntos, são mandados por eles, vivem em meio ao absurdo e tornam- se iguais. Sim, iguais. Se o público- alvo é a sociedade, é ela mesmo quem vê os jornalistas inertes à tal situação. E essas pessoas ganham o respeito que os jornalistas deixaram escapar, se é que um dia o tiveram em mãos.

Exemplo disso? Um certo homem, residente de Gurupi, chegou em uma sala de faculdade. Ao ver certo professor dando aula disse aos acadêmicos: "Quem precisava estar no lugar desse aí era fulano de tal! Aquele sim é jornalista de verdade". O homem se referia a um determinado apresentador de programa que chamam de jornalístico. Certamente ele pensou que um desses aventureiros era de fato um jornalista. Isso mostra que essa classe já ganhou admiração da sociedade. Enquanto isso, muitos jornalistas não são respeitados como profissional. Sem falar naqueles acadêmicos mais imaturos que deixam o curso com medo de ser confundido com alguns desses. Não satisfeitos com tudo isso, muitos jornalistas se calam. Esperam o fim desse circo. Mas talves esperem muito. Com essa aceitação, a palhaçada pode demorar acabar.