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Isso é novo jornalismo!

Isso é novo jornalismo!

 

 

lendo jornal

 

 

Ainda no ano passado tive a honra de aprender sobre o novo jornalismo. Se pesquisado em livros e na web, se restringirá ao jornalista americano Tom Wolfe e aos novos jornalistas americanos. Eles lutaram bravamente pela causa. No Brasil, bem antes desses, Euclides da Cunha e João do Rio, também faziam um jornalismo diferente, mas bem diferente de todos os demais. Se esses brasileiros vivessem hoje, certamente trabalhariam nos maiores veículos de comunicação impresso no Brasil ou fora dele. Era muito grande o potencial de reportar deles. Mas o que é de fato novo jornalismo? Bem, resumindo, é uma forma diferente de fazer jornalismo. Diferente principalmente nessa época, final do século XIX até meados do século XX. O que era mesmo normal para um jornalista nesse tempo era simplesmente descrever o fato. Uma notícia quente, o tal do imediatismo. Surge então o novo jornalismo! Nem sempre era feito por jornalistas mas por romancistas que estavam exaustos de verem tanta coisa acontecendo nas ruas e os jornalistas ali, encalacrados, em uma sala de redação . Os novos jornalistas iam ver e sentir de perto o que se passava com a sociedade. Assim, eles podiam realmente passar para o papel, além do fato, a emoção. O sentimento daquilo que era adquirido de suas fontes e de tudo aquilo que viam. Com isso, o jornalismo foi mudando, aquela objetividade da redação foi ficando para trás, esse jornalismo, diferente até então, passou a ser cada vez mais praticado. Houve uma grande resistência por parte dos jornalistas tradicionais. Diziam que estava mais para ficção do que para jornalismo de fato, mas mesmo assim o novo jornalismo sobreviveu. As grandes reportagens, como a exemplo as de revista e algumas de televisão, são exemplos do novo jornalismo hoje. Existe nesses veículos um espaço maior, pelo menos o suficiente para reportar com mais tempo um acontecido. Um exemplo em revista recente, que retrata bem o novo jornalismo nesse veículo foi o 11 de setembro de 2001. Dez reportagens foram elaboradas por uma popular revista brasileira, todas essas com densidade, cada uma abordando um ângulo do fato, sem deixar de citar o principal, o próprio ataque. Em televisão a gente vê o novo jornalismo todos os dias, quem assiste ao Bom Dia Brasil e ao Globo Esporte por exemplo. As reportagens de Neide Duarte, Sandra Moreira no jornal matinal, seriam hoje um orgulho para Tom Wolfe, se ele estivesse vivo certamente diria: estão vendo? Era exatamente isso que eu queria ver. As matérias elaboradas principalmente por elas, e outras, que por inteligência estão seguindo a mesma linha, estão cada vez mais apaixonantes. De um simples passeio de bicicleta essas jornalistas conseguem emocionar o telespectador, mesmo sendo de manhã, ainda que seja em uma segunda- feira. Logo mais, pouco antes do almoço, o esporte se torna divertido e emocionante. Os novos jornalistas do Globo Esporte, a maioria deles novos em todos os aspectos, conseguem fazer o telespectador sorrrir e ao mesmo tempo se emocionar com assuntos tão simples, vistos tantas vezes na internet, no impresso, mas com aquela maneira de reportar própria do novo jornalismo. Todos esses exemplos, mostram que o legado de Wolfe existe de fato e está bem próximo de nós. A prática é a melhor maneira de fazê- lo. Sem saber até mesmo o que na verdade foi essa nova forma de fazer jornalismo, os jovens e veteranos jornalistas estão conseguindo quebrar as barreiras do jornalismo tradicional, mais conhecido como "arroz com feijão" e levar ao público o bom do jornalismo. E não é que esse público está reconhecendo? Exemplo: No tradicional "Melhores do Ano", realizado anualmente no Domingão do Faustão, o destaque no jornalismo do ano passado não foi Willian Bonner, nem a sua digníssima, a popular Fátima Bernardes. O troféu foi para nada mais nada menos que para Thiago Leifert. Leifert, apesar da irreverência e da pouca popularidade em relação ao casal 20, mostrou que não basta popularidade para fazer jornalismo. Thiago faz parte de uma nova e encantadora safra de novos jornalistas que estão ganhado adeptos para o ramo. Faz com que crianças, adolescentes e jovens também assistam a jornal, ainda que seja esportivo. Isso, resume- se em duas palavras: novo jornalismo.

 

                                                  Texto: Joyciane Xavier

                                               Imagem: Divulgação